Fases da sexualidade na teoria de Freud

Sigmund Freud dedicou-se ao desenvolvimento da personalidade e ele fez isso por meio de sua teoria das fases da sexualidade. Sendo esta uma importante parte de sua teoria, como um todo. Dentro desse intuito, Freud elaborou duas hipóteses que fazem parte das fases da sexualidade, as quais caracterizam essa sua teoria.

Primeiro, ele foi o primeiro a afirmar que o desenvolvimento do indivíduo se dá em estágios psicossexuais, que seriam as fases da sexualidade. E estes estágios ocorrem nos primeiros anos de vida, sendo muito importantes para o desenvolvimento da pessoa. Dessa forma, Freud foi o primeiro autor a afirmar que as crianças possuem uma sexualidade. O que foi muito criticado por diversos especialistas – ou não – em sua época.

Nesta sua teoria, Freud descreve quatro fases ou estágios distintos, pelas quais a criança passa em seu desenvolvimento psicossexual. Sendo que, em cada uma dessas fases há uma determinada definição. A qual se dá de acordo com a região do corpo em que as pulsões se direcionam. Essas pulsões ou foco estão relacionadas à satisfação da criança. Em cada fase surgem novas necessidades que exigem satisfação. O modo como a criança se relaciona consigo mesma e com os outros, em seu desenvolvimento, está diretamente ligado à maneira como as suas necessidades são satisfeitas.

A transição de uma fase para outra é determinada biologicamente. Assim, é possível que uma nova fase possa ser iniciada sem que a fase anterior e os seus processos tenham se completado. Essas fases sucedem-se umas às outras, em ordem fixa. Não obstante, ainda que uma fase se desenvolva a partir da fase anterior, os processos que são desencadeados em uma fase nunca são plenamente completos. Eles continuam agindo durante toda a vida do indivíduo.

Três ensaios sobre a teoria da sexualidade Freud

As fases da sexualidade, junto ao desenvolvimento psicossexual é o tema abordado em Três ensaios sobre a Teoria da Sexualidade. Uma obra lançada em 1905 por Freud. Nela, Freud avança em sua teoria da sexualidade. Abordando a infância e o desenvolvimento psicossexual da criança, que se dá por meio das fases da sexualidade.

Essa obra possui muitos temas ainda utilizados pela psicologia e pela psicanálise, é tida como revolucionária.

Ao analisar o comportamento das crianças, desde os seus primeiros anos de vida, Freud  intui mostrar um caminho para o que ele chama de uma sexualidade saudável. Essa sexualidade saudável se dá, principalmente quando a criança supera as fases da sexualidade. Ainda que, como dito, essas fases continuem sendo desenvolvidas, de certa forma, por toda a vida do indivíduo.

Para Freud, uma sexualidade com atitudes maduras e o que ele considera como normais deve ser trabalhada desde a infância. E não apenas na puberdade, como muitos teóricos da época expunham. Apesar disso, o próprio Freud expõe que, mesmo os indivíduos mais saudáveis podem ter algum tipo de perversão.

Freud afirmou que havia encontrado diversas práticas, ao observar as crianças, que poderiam ser consideradas como formas de sexualidade infantil. Mesmo que parecessem inofensivas, essas fases, para Freud, tinham algo relacionado com a sexualidade.

Freud, em sua teoria da sexualidade, também procurou base em sua teoria do inconsciente. Segundo ele, a sexualidade é uma força motriz que impulsiona para o desenvolvimento da perversão e da neurose.

Três ensaios sobre a teoria da sexualidade foi revolucionário também por acabar com noções tradicionais sobre a sexualidade. Freud, em alguns pontos, supera o que era considerado uma sexualidade normal. Ele desenvolve constatações como que algumas pessoas só se sentem atraídas por indivíduos do mesmo sexo e por seus órgãos genitais.

As fases da sexualidade: fase oral

Freud, ao abordar a infância, também expõe o desenvolvimento psicossexual que, segundo ele, se dá a partir de três fases. A fase oral, a fase anal e a fase fálica. Além de expor a fase genital e a fase de latência.

A fase oral é a primeira fase. Nesta fase o bebê, no ato de mamar, tem na sucção algo especialmente importante. Essa é a primeira necessidade da qual ele tem ciência, que é a de se alimentar. A boca, portanto, é vital para comer e, além disso, é por meio dela que criança obtém o prazer da estimulação oral. Por essa estimulação, ela desenvolve atividades gratificantes como degustar e chupar. Para Freud, conforme visto, o desenvolvimento e as fases da sexualidade estão ligadas ao prazer. Assim, a fase oral é um primeiro momento de prazer da criança.

Ela apresenta, ainda segundo Freud, cinco modos de funcionamento. Os quais podem se desenvolver em características da personalidade adulta. O incorporar do alimento mostra-se no adulto como o “incorporar” de saber ou poder. Isto é, Freud faz uma ponta entre a infância e a idade adulta. Além de este incorporar ser uma capacidade de se identificar com outras pessoas ou de se integrar em grupos. Em segundo, segurar o seio, não querendo separar-se dele, se mostram como a persistência e a perseverança, posteriormente. Terceiro, morder é o protótipo da destrutividade, assim do sarcasmo, cinismo e tirania. Quarto, cuspir se transforma em rejeição. E, por último, o fechar a boca, impedindo a alimentação, a condução da rejeição. O principal processo na fase oral é a criação da ligação entre mãe e filho.

As fases da sexualidade: fase anal, fase fálica, fase de latência e genital

Na fase anal, segundo Freud, segunda das fases da sexualidade, o principal foco da libido está no controle da bexiga e evacuações. Essa fase vai aproximadamente do primeiro ao terceiro ano de vida. Nela há o grande conflito e que a criança tem de aprender a controlar as suas necessidades corporais. O prazer está neste controle. Ao desenvolver esse controle, a criança passa a ter um sentimento de realização e independência.

Nessa fase a criança tem que aprender a controlar os esfíncteres, sobre o ato de defecar e, dessa forma, deve aprender a lidar com a frustração do desejo de satisfazer as suas necessidades, de forma imediata.

A fase fálica vai dos três aos cinco anos de vida. Nela, a libido tem seu foco nos órgãos genitais. É quando as crianças também começam a descobrir as diferenças entre o masculino e o feminino, ou, entre machos e fêmeas. Nessa fase, o prazer e o desprazer estão centrados na região genital.

O período de latência também está entre as fases da sexualidade. Nele os interesses da libido são suprimidos. Sendo que o desenvolvimento do ego e do superego, segundo Freud, contribui para esta calma.

Por fim, há o estágio genital, uma das fases da sexualidade ou desenvolvimento psicossexual. Nessa fase, desenvolve-se interesse sexual no sexo oposto. Ela se inicia durante a puberdade, perpassando por todo o resto da vida da pessoa.

 

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