O que é autismo? Saiba tudo sobre este transtorno

Publicado em Publicado em Comportamentos e Relacionamentos, Psicanálise

O autismo é uma condição neurocomportamental complexa.

Assim sendo, inclui deficiências na interação social e habilidades de linguagem e comunicação de desenvolvimento combinadas com comportamentos rígidos e repetitivos.

Dessa forma, por causa da variedade de sintomas, esta condição é agora chamada de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Assim, abrange um amplo espectro de sintomas, habilidades e níveis de deficiência.

Problemas provocados pela síndrome

Comunicação

Algumas crianças com autismo têm dificuldade para se comunicar. Dessa forma, elas têm problemas em entender o que as outras pessoas pensam e sentem.

Isso torna muito difícil para que eles se expressem com palavras ou através de gestos, expressões faciais e toques.

Sensibilidade

Nesse contexto, uma criança com autismo que é muito sensível pode ficar muito perturbada – às vezes até mesmo com dor.

Isso por causa de sons, toques, cheiros ou visões que parecem normais aos olhos de outras pessoas. No entanto, para os autistas, são percebidas com muito mais intensidade.

Movimentos

As crianças autistas podem ter movimentos corporais repetitivos e estereotipados, como balançar, andar de um lado para o outro ou agitar as mãos.

Ademais, elas podem ter respostas incomuns a pessoas, apegos aos objetos, resistência a mudanças em suas rotinas ou comportamento agressivo.

Percepção

Às vezes, eles podem parecer não notar pessoas, objetos ou atividades em seus arredores.

Convulsões

Algumas crianças com autismo também podem desenvolver convulsões.

No entanto, em alguns casos, essas convulsões podem não ocorrer até a adolescência.

Assim sendo, é necessário estar sempre atento para evitar consequências fatais.

Cognição

Algumas pessoas com autismo são cognitivamente prejudicadas em certo grau.

Assim, em contraste com o comprometimento cognitivo mais típico, que é caracterizado por atrasos relativamente homogêneos em todas as áreas de desenvolvimento, as pessoas com autismo apresentam desenvolvimento de habilidades desiguais.

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    Relacionamentos

    Indivíduos autistas podem ter problemas em certas áreas, especialmente a capacidade de se comunicar e se relacionar com os outros.

    No entanto, eles podem ter habilidades incomumente desenvolvidas em outras áreas.

    São exemplos o talento para desenhar, criar música, resolver problemas de matemática ou memorizar fatos.

    Por essa razão, eles podem testar mais – talvez até na faixa média ou acima da média – em testes de inteligência não-verbal.

    Sintomas do autismo

    Os sintomas do autismo geralmente aparecem nos primeiros três anos de vida, com algumas crianças mostrando sinais desde o nascimento. Outras parecem se desenvolver normalmente até que, entre 18 e 36 meses, começam a apresentar os sintomas.

    No entanto, nem todos os casos são detectados cedo. Em algumas crianças, os sintomas só surgem quando as demandas do ambiente superam suas habilidades.

    O autismo é quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas e afeta todas as raças, etnias e classes sociais. Fatores como renda familiar ou nível educacional não influenciam o risco de ter uma criança autista.

    Há um debate sobre o aumento dos casos de autismo. Não se sabe se isso ocorre devido a mudanças nos critérios de diagnóstico ou se realmente há mais incidências de autismo.

    O autismo é atualmente classificado como um Transtorno do Espectro Autista (TEA), que inclui várias condições anteriormente diagnosticadas separadamente:

    Transtorno Autista

    Caracterizado por dificuldades em interações sociais, comunicação e brincadeiras imaginativas, geralmente identificadas antes dos 3 anos de idade.

    Síndrome de Asperger

    Crianças com Asperger têm inteligência média ou acima da média e não apresentam problemas de linguagem. No entanto, enfrentam desafios sociais e têm interesses restritos, semelhantes aos de crianças com autismo.

    Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID)

    Também conhecido como autismo atípico, esse diagnóstico é usado para crianças com alguns comportamentos autistas que não se encaixam em outras categorias.

    Transtorno Desintegrativo da Infância

    Crianças com esse transtorno se desenvolvem normalmente até pelo menos 2 anos de idade, mas depois perdem habilidades sociais e de comunicação. É uma condição rara e sua classificação ainda é debatida.

    Síndrome de Rett

    Originalmente considerada parte do espectro autista, a síndrome de Rett é agora reconhecida como uma condição genética que afeta principalmente meninas. As crianças desenvolvem-se normalmente no início, mas depois perdem habilidades sociais e de comunicação.

    Movimentos repetitivos das mãos substituem o uso intencional das mãos entre 1 e 4 anos, e as crianças costumam ter deficiências cognitivas graves.

    O que causa o autismo?

    O autismo é um distúrbio que parece ter uma forte ligação genética. Muitos pesquisadores acreditam que certas combinações de genes podem aumentar a predisposição da criança ao autismo. No entanto, há outros fatores que também elevam esse risco.

    Um desses fatores é a idade avançada dos pais, que pode aumentar a probabilidade de a criança ser autista. Além disso, a exposição da mãe a certos medicamentos ou substâncias químicas durante a gravidez também pode influenciar o desenvolvimento do autismo. Isso inclui o consumo de álcool, doenças metabólicas como diabetes e obesidade, e o uso de medicamentos anticonvulsivos.

    O autismo também pode estar relacionado a condições específicas, como a fenilcetonúria não tratada (um distúrbio metabólico) e a rubéola durante a gravidez. Apesar das especulações, não há evidências científicas de que vacinas causem autismo.

    Embora as causas exatas do autismo ainda não sejam totalmente compreendidas, estudos sugerem que ele pode estar ligado a anomalias em áreas do cérebro responsáveis por processar informações sensoriais e linguagem. O ambiente psicológico, como a forma de criação ou interação com os cuidadores, não é considerado um fator causal para o autismo segundo as pesquisas disponíveis até agora.

    Sintomas

    • Comportamental: interação social inadequada, contato visual insuficiente, comportamento compulsivo, impulsividade, movimentos repetitivos, autoflagelação, repetição persistente de palavras ou ações.
    • Desenvolvimento: dificuldade de aprendizagem, atraso na fala.
    • Cognitivo: interesse intenso em poucas coisas, dificuldade em prestar atenção.
    • Psicológico: falta de consciência das próprias emoções.
    • Outros sintomas comuns incluem: ansiedade, mudança na voz, sensibilidade ao som e TOC.

    O que fazer ao suspeitar que uma criança tem autismo

    Assim que há uma suspeita, é importante informar ao pediatra qualquer tipo de anormalidade, uma vez que ele irá encaminhar a pessoa para que o psiquiatra avalie o caso.

    Assim, feito o diagnóstico, essa criança terá que fazer tratamento com médico, psicoterapeuta,fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, os quais indicam terapias específicas para cada paciente.

    O tratamento não leva a cura, mas favorece um desenvolvimento melhor da comunicação e interação visual.

    Isso, por sua vez, consequentemente leva a uma melhor qualidade de vida do paciente e também da família.

    Nesse contexto, recomendamos nosso curso na área de psicanálise para que você aprenda mais sobre o autismo.

    É aprendendo mais sobre o transtorno que você poderá atuar na vida de indivíduos autistas a partir da terapia psicanalítica.

    Quem não quer ser psicanalista e clinicar pode aplicar o conhecimento em sua vida pessoal.

    Temos certeza de que entes queridos com autismo se beneficiarão de tudo o que você aprenderá.

    8 thoughts on “O que é autismo? Saiba tudo sobre este transtorno

    1. Maria de Lourdes Leite de Andrade disse:

      Matérial de excelente qualidade, autoecplicativo

    2. Mauricio Lambiasi disse:

      Gostei do artigo, bem sintético e objetivo. É muito importante rechaçar de vez teses completamente superadas de que o autismo está relacionado à uma “falha no desenvolvimento da função materna”; esse tipo de absurdo ainda faz parte do conceito que alguns psicanalistas têm sobre o assunto. É uma verdadeira tragédia fazer uma mãe se sentir culpada, como se já não bastasse a culpa que os pais carregam por ter um filho autista. O trabalho a ser feito é justamente o contrário, os pais não tem nenhuma culpa e precisam sim de muito apoio e equilíbrio para superar essa situação de modo a que o filho autista possa ter uma boa qualidade de vida. Infelizmente escutei isso recentemente de um psicanalista novato mas pude me pronunciar a respeito.

    3. Geraldo Korndorfer disse:

      Artigo bem interessante como complemento para o documentário Amor no Espectro, da Netflix. Abraço a todos.

    4. O artigo tem muitas informações instrutivas. Eu só sugiro ao Autor e ao IBPC para corrigirem a parte em que o artigo diz que é uma doença. Ali na frase “não está totalmente claro se o aumento está relacionado a mudanças na forma como é diagnosticado ou se é um aumento real na incidência da doença.”

      1. Psicanálise Clínica disse:

        Perfeito, Daniel. Corrigimos o texto, removendo esta palavra, que por um lapso estava contida no texto. Obrigado 🙂

    5. Gosto dos conteúdos colocados pela Ecola, são realmente esclarecedores.

    6. Cláudio Lopes disse:

      Texto direto e explicativo e de fácil entendimento.

    7. ANTONIO GERALDO COELHO disse:

      EXCELENTE E MUITO ESCLARECEDOR ESTE ARTIGO SOBRE O AUTISMO, PARABÉNS IBPC

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